viver com a doença

Mom and Teen small
Viver com o cancro da mama
Esta secção dirige-se a qualquer pessoa que tenha sido tratada por um cancro primário da mama. Fala de algumas questões emocionais que podem surgir nas primeiras semanas e meses, e fornece informações práticas sobre como se manter saudável no futuro.
Pode ler acerca de assuntos práticos como benefícios sociais e fiscais e assuntos relacionados com o trabalho. Pode também ler sobre como tomar conta de si com informações úteis sobre dieta, exercício, imagem corporal, intimidade e sexualidade.
Existe informação para mulheres mais jovens sobre fertilidade, falar com crianças sobre o cancro, e como pode ser difícil falar com jovens adolescentes sobre este assunto. 
Se lhe foi diagnosticado um cancro da mama metastático (cancro da mama que se espalhou para outras partes do corpo), pode querer visitar a nossa secção sobre e cancro da mama metástatico.
 
Acompanhamento após cancro da mama
Quando terminar o seu tratamento, terá um acompanhamento regular para verificar como está a recuperar em termos físicos e emocionais. Contudo, estes acompanhamentos serão menos frequentes dos que teve acesso durante os tratamentos.
Deve ser-lhe dado um nome e número de contacto (geralmente do centro onde foi tratado ou do médico responsável ou ainda do enfermeiro especialista) para que e no caso de ter dúvidas ou sintomas, ter acesso a uma consulta mais cedo do que o previsto.
 
 Com quem posso falar sobre o meu cancro da mama?

Se quiser conversar sobre o seu cancro, contacte o Movimento Vencer e Viver que é um grupo de apoio destinado a mulheres com cancro da mama. É constituído por um grupo de voluntárias que já tiveram cancro da mama e estão dispostas a dar apoio moral e prático a todas as mulheres que dele necessitarem.

Para mais informações, ligue para: 
Lisboa: 217 265 786 • Coimbra/Viseu/Leiria: 239 487 490 
Porto: 225 073 949 ext. 306 • Beja: 284 322 144 • Évora: 266 700 218
Portalegre: 245 302 200 • Santarém: 243 332 643 
Açores: 295 212 345 • Madeira: 291 236 597 
ou visite o site www.vencerviver.dpp.pt
 
 
Linha Cancro é  uma linha de apoio à pessoa com cancro da Liga Portuguesa contra o Cancro. O objectivo da Linha Cancro, é informar e apoiar a pessoa com cancro e a sua família ou amigos, em aspectos que digam respeito à doença, associações de doentes existentes, direitos dos doentes e instituições ou centros de tratamento.
808 255 255 - horário de funcionamento das 17 às 22 horas (2.ª a 6.ª feira)
 
No Facebook, pode encontrar grupos de apoio e blogs, por exemplo Careca Power 

É possivel de ao fim de 10 anos de ter sido diagnosticado um tumor, ter sido operada, ter feito radio e quimioterapia, aparecer novamente um nódulo?

Desde que tenha ficado mama no tratamento inicial, a possibilidade de aparecer uma nova alteração (mais nódulos, microcalcificações, etc.) existe sempre.  Por isso é que quando discute as opçoes de tratamento o médico devia dizer que quando não se tira a mama toda pode sempre voltar a aparecer um cancro ou outras alterações, mais do que com uma mastectomia (removendo a mama toda). 

Mas então porque é que se opta por esta opção? Porque isso só acontece em 1 em cada 10 mulheres e isso não significa que morrem mais.  Se aparece um novo nódulo, pode ser necessária uma biópsia para esclarecer melhor.  De qualquer forma existe sempre uma solução.

Estou a tomar o tamoxifeno e queria saber se as células sem o estrogénio morrem ou ficam adormecidas? Há mais medicamentos novos para tomar ao fim dos cinco anos?
 
O Tamoxifeno realmente actua por competir com o estrogénio para as células que têm no sua superfície locais onde actuariam fazendo com que muitas tarefas se realizassem nomeadamente a divisão e crescimento. Ao tomar o tamoxifeno ele vai ocupar o lugar do estrogénio e por isso o crescimento e multiplicação ficam bloqueados na mama e nas células tumorais que ainda existam e que tenham também locais de acção dos estrogénios ( o que chamamos receptores de estrogénio positivas). Os cinco anos relacionam-se com o facto de os estudos terem sido feitos durante cinco anos. Foram feitos também alguns durante 10 anos e comparados com os de duração de cinco anos e não se verificou haver qualquer vantagem na sobrevida. Na realidade é por causa da duração de 5 anos de Tamoxifeno que a maior parte das mulheres pensa que esse é um prazo e na realidade não é.
 
Queria saber se posso realmente me dar como curada ao fim dos cinco anos?

Quanto mais tempo passa livre de doença depois do diagnóstico de cancro, sejam dois cinco ou 10 anos melhor é e maior a probabilidade de cura. Não há anos mágicos, nem datas mágicas. O problema com o cancro tem a ver com o facto de não termos a certeza da cura. Nas formas de cancro descobertas cedo a probabilidade de cura é muito alta mas não uma certeza. É disso que as pessoas têm medo, da incerteza. Como se resolve ? Com o tempo!
 
Tenho 31 anos e ontem soube que tenho cancro da mama. Ainda não tenho filhos – o cancro da mama vai afectar a minha fertilidade?
Os tratamentos que ajudam a vencer o cancro da mama também podem afectar a capacidade de engravidar. Felizmente, se quiser ser Mãe depois do tratamento, ainda pode atingir esse objective. Pode encontrar informação mais detalhada sobre fertilidade e outros assuntos especialmente relevantes para mulheres mais novas com cancro da mama incluindo sexualidade e maternidade no site: 
http://www.jovemcomcancrodamama.com/

Devo praticar exercício físico ainda debilitada dos tratamentos ao cancro?

Sim! A prática durante e após os tratamentos ao cancro pode trazer inúmeros benefícios, pois existe uma correspondência entre os efeitos negativos dos tratamentos e os efeitos benéficos do exercício físico. Um dos grandes e mais frequentes problemas é a fadiga física, esta pode ser combatida e controlada com programas de exercício físico prescritos pelo especialista em exercício físico em parceria com o seu médico oncologista. A prática regular e continuada de exercício físico trará benefícios à sua reabilitação pois: 

- O volume de sangue aumenta na sístole e no fim da diástole; 
- Os níveis de hemoglobina aumentam (mais oxigénio transportado); 
- Número e tamanho das mitocôndrias (produtoras de energia), aumenta; 
- Síntese de proteínas aumenta (mais músculo, força etc.); 
- Imunidade natural aumenta; 
- (outros) 

Todos estes factores, e outros, ajudam a recuperar e/ou a enfrentar os tratamentos muito mais facilmente o que trará benefícios directos e indirectos à sua condição patológica. 
Saliente-se ainda que psicologicamente o exercício tem um impacto muito significativo nos níveis de ansiedade, reduzindo também a importância de factores depressivos. 

Não se esqueça que todos os exercícios que possa fazer têm que ser vigiados, por um especialista em exercício e pelo médico oncologista, nomeadamente se está em fase de tratamento. Se está em tratamento torna-se particularmente essencial, pois os exercícios vão variar com a sua condição patológica, ciclo de tratamento, medicamentos, etc.
 
Voltar
 
 
Aviso: A informação contida neste site é necessariamente de carácter geral e não constitui nem dispensa uma consulta médica apropriada.