sexualidade


stock-footage-beautiful-woman-hugging-her-husbandFalar sobre sexo e sexualidade com o seu companheiro ou amigo íntimo pode ser difícil, quanto mais falar com alguém envolvido no seu tratamento. Poderá ser a primeira vez que pensa realmente sobre o assunto ou poderá fazer parte de uma sociedade ou cultura em que o sexo e a sexualidade quase nunca são discutidos.  

As mulheres podem sentir efeitos físicos e emocionais após o diagnóstico e o tratamento do cancro da mama. Algumas sentirão mudanças na forma como encaram a sexualidade, que podem ocorrer semanas ou meses e mesmo anos depois de o tratamento terminar.

Nem todas as pessoas sentem o mesmo tipo de problema, algumas mulheres até consideram que a sua vida sexual melhora porque se encontram numa situação que as faz realmente pensar acerca da sua sexualidade e outras sentem-se mais próximas dos seus companheiros por causa da sua experiência com o cancro.

A sua sexualidade é única para si e envolve o modo como se sente consigo, tanto a nível físico como emocional. A forma como se vê a si do ponto de vista sexual é influenciada pelos seus antecedentes, por experiências passadas e por crenças culturais ou religiosas.

A sexualidade também tem a ver com a sua preferência sexual — por exemplo, se se vê como homossexual, heterossexual ou bissexual. Todos somos diferentes e não há forma certa ou errada de sentir o sexo e a sexualidade.

Imagem corporal e auto-estima

A forma como encara o seu corpo e como se vê a si própria é conhecida como imagem corporal. A nossa imagem corporal muda constantemente durante a nossa vida e a doença pode afectar a forma como a sentimos e dar origem a sentimentos que influenciam a autoconfiança. 

Poderá olhar para o seu corpo de uma forma diferente, após o diagnóstico e o tratamento, daquela que tinha antes. O seu cancro da mama ter-lhe-á deixado recordações visíveis da sua experiência, quer sejam temporárias ou permanentes, que podem incluir cicatrizes cirúrgicas, alterações da pele após radioterapia, perda de cabelo durante a quimioterapia ou o seu crescimento após a quimioterapia. Poderá ainda perder peso ou engordar após alguns tratamentos. Tudo isto pode fazer com que sinta que o seu corpo a deixou ficar mal e perca confiança no seu aspecto.

 Como a nossa imagem corporal e auto-estima desempenham um papel importante no modo como sentimos a nossa sexualidade e as nossas relações com os outros, a mudança do que sente em relação à sua imagem corporal e à auto-estima pode afectar a forma como se sente do ponto de vista sexual. Ter baixa auto-estima ou problemas de auto-estima pode trazer problemas à sua relação sexual. Isto pode acontecer porque se sente infeliz ou desconfortável com o seu corpo.

Poderá também ficar preocupada com a forma como o seu parceiro olha agora para si. Independentemente da forma como se possa sentir com o seu corpo, não parta do princípio que o seu parceiro sente o mesmo. Ser honesta e falar abertamente pode ajudar a que se compreendam um ao outro. Se conseguir explicar ao seu parceiro a forma como se sente, por mais estranho ou difícil que seja, poderá ser mais fácil ao seu parceiro responder às suas necessidades.

Reconstrução mamária

 Algumas mulheres sentem que a reconstrução mamária as ajuda a adaptarem-se às alterações ao seu corpo resultantes da cirurgia mamária. Uma mulher pode optar pela reconstrução mamária por motivos directamente relacionados com a sua imagem corporal, auto-estima e sexualidade. A reconstrução pode muitas vezes ser feita na mesma altura que a mastectomia (reconstrução imediata), meses ou mesmo anos mais tarde (reconstrução tardia). Leia mais acerca da reconstrução mamária.

Linfedema

O linfedema é um inchaço causado por uma acumulação de líquido linfático nos tecidos, que pode ser um efeito secundário do cancro da mama ou do tratamento secundário do cancro da mama. O inchaço pode ocorrer na área da mama, onde foi realizada a cirurgia, e também no braço, mão ou dedos desse lado do corpo. Leia mais acerca de Linfedema.

 Ansiedade 

A sensação de ansiedade é comum em muitas mulheres com cancro da mama. A ansiedade pode ser apenas a curto prazo ou pode continuar por algum tempo depois de o tratamento acabar. Caso esteja preocupada com o tratamento ou com o futuro, para desfrutar da relação com os outros, amigos, familiares e parceiro. A tensão e a ansiedade também podem reduzir a capacidade da mulher viver a sua sexualidade, inclusive de se sentir excitada e atingir o orgasmo) pelo que poderá querer explorar com o seu parceiro técnicas que a ajudem a relaxar.

Pode estar preocupada com o início da sua intimidade ou com o facto do seu parceiro já não a considerar atraente. Poderá sentir medo que a sua relação já não possa ser o que era ou sentir-se ansiosa sobre a forma como aborda novas relações. Todos estes sentimentos são normais e poderá demorar algum tempo até que diminuam ou desapareçam na totalidade. Conversar com o seu parceiro sobre a forma como se sente poderá diminuir algumas destas preocupações. Poderá também ajudar falar com um amigo íntimo ou um familiar sobre as suas preocupações. A partilha dos seus sentimentos com outras pessoas ajuda-a a compreender a sua ansiedade e fá-la sentir-se menos sozinha com as suas preocupações.

 

worried-woman-couple-11091902Depressão

Algumas mulheres a quem é diagnosticado cancro da mama podem ficar deprimidas. Isto pode acontecer durante o tratamento ou depois de ter terminado. Poderá também estar relacionado com uma sensação esmagadora de ansiedade, apesar de este nem sempre ser o caso.

A depressão pode fazer com que sinta triste, em baixo e com falta de energia. Caso esteja deprimida, pode ter dificuldade em dormir e sentir alterações do apetite. Poderá não ter interesse pela vida do dia-a-dia e lutar apenas para se levantar de manhã. É muitas vezes difícil diagnosticar a depressão em pessoas com cancro, porque alguns dos efeitos secundários do tratamento e a fadiga são semelhantes aos sintomas de depressão.

Estar deprimida pode levar à perda de interesse nas relações sexuais ou considerá-las como menos agradáveis. Tente falar com alguém da sua equipa de tratamento ou com o seu médico de clínica geral e familiar sobre como se sente. Poderão recomendar formas diferentes de ajuda durante este período. O aconselhamento, psicoterapia e tratamentos farmacológicos podem todos ser muito eficazes no tratamento da depressão; vale no entanto a pena considerar que alguns fármacos antidepressivos podem reduzir o desejo sexual e fazer com que seja mais difícil atingir o orgasmo.

Cancro da mama e sexualidade

O diagnóstico de uma doença potencialmente fatal afecta certamente a forma como se irá sentir em relação à sua sexualidade e ao sexo. Numa altura em que tem de lidar com tanta coisa, poderá não sentir vontade de se expressar do ponto de vista sexual ou poderá querer ter relações sexuais para ter uma sensação de normalidade durante um período que se caracteriza por incertezas a outro nível. Algumas mulheres afirmam que o seu desejo de intimidade aumenta, mas não necessariamente a intimidade sexual. Ler artigo completo (pdf)

Relações íntimas
 
Caso esteja envolvida numa relação, essa relação poderá mudar. É importante lembrar-se que as alterações podem ser positivas ou negativas e que é mais fácil lidar com umas coisas do que com outras. Poderá ser difícil conversar com o seu companheiro sobre estas mudanças e poderá demorar algum tempo a resolvê-las. Ler artigo completo (pdf)

Conteúdos cedidos pelo Breast Cancer Care

Fertilidade

A fertilidade da mulher com cancro pode ser afetada pela doença e pelos tratamentos. É importante estar informada, antes de iniciar tratamentos, sobre o seu risco de infertilidade futura. 

O Centro de Preservação da Fertilidade do Serviço de Reprodução Humana do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o único centro público do país, iniciou a sua atividade em Junho de 2010 e tem disponibilizado, desde então, aconselhamento reprodutivo a doentes de várias instituições do país que prestam cuidados oncológicos. 

Saiba mais: http://www.centropreservacaofertilidade.pt/

 

Mais sobre sexualidade: Portal da Saúde Sexual e Reprodutiva

 
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