perguntas

question mark smallÉ possivel de ao fim de 10 anos de ter sido diagnosticado um tumor, ter sido operada, ter feito radio e quimioterapia, aparecer novamente um nódulo?

Desde que tenha ficado mama no tratamento inicial, a possibilidade de aparecer uma nova alteração (mais nódulos, microcalcificações, etc.) existe sempre.  Por isso é que quando discute as opçoes de tratamento o médico devia dizer que quando não se tira a mama toda pode sempre voltar a aparecer um cancro ou outras alterações, mais do que com uma mastectomia (removendo a mama toda). 

Mas então porque é que se opta por esta opção? Porque isso só acontece em 1 em cada 10 mulheres e isso não significa que morrem mais.  Se aparece um novo nódulo, pode ser necessária uma biópsia para esclarecer melhor.  De qualquer forma existe sempre uma solução.

Estou a tomar o tamoxifeno e queria saber se as células sem o estrogénio morrem ou ficam adormecidas? Há mais medicamentos novos para tomar ao fim dos cinco anos?

O Tamoxifeno realmente actua por competir com o estrogénio para as células que têm no sua superfície locais onde actuariam fazendo com que muitas tarefas se realizassem nomeadamente a divisão e crescimento. Ao tomar o tamoxifeno ele vai ocupar o lugar do estrogénio e por isso o crescimento e multiplicação ficam bloqueados na mama e nas células tumorais que ainda existam e que tenham também locais de acção dos estrogénios ( o que chamamos receptores de estrogénio positivas). Os cinco anos relacionam-se com o facto de os estudos terem sido feitos durante cinco anos. Foram feitos também alguns durante 10 anos e comparados com os de duração de cinco anos e não se verificou haver qualquer vantagem na sobrevida. Na realidade é por causa da duração de 5 anos de Tamoxifeno que a maior parte das mulheres pensa que esse é um prazo e na realidade não é.
 
Queria saber se posso realmente me dar como curada ao fim dos cinco anos?

Quanto mais tempo passa livre de doença depois do diagnóstico de cancro, sejam dois cinco ou 10 anos melhor é e maior a probabilidade de cura. Não há anos mágicos, nem datas mágicas. O problema com o cancro tem a ver com o facto de não termos a certeza da cura. Nas formas de cancro descobertas cedo a probabilidade de cura é muito alta mas não uma certeza. É disso que as pessoas têm medo, da incerteza. Como se resolve ? Com o tempo!
 
Tenho 31 anos e ontem soube que tenho cancro da mama. Ainda não tenho filhos – o cancro da mama vai afectar a minha fertilidade?
 
Os tratamentos que ajudam a vencer o cancro da mama também podem afectar a capacidade de engravidar. Felizmente, se quiser ser Mãe depois do tratamento, ainda pode atingir esse objective. Pode encontrar informação mais detalhada sobre fertilidade e outros assuntos especialmente relevantes para mulheres mais novas com cancro da mama incluindo sexualidade e maternidade no site: 
http://www.jovemcomcancrodamama.com/

Devo praticar exercício físico ainda debilitada dos tratamentos ao cancro?

Sim! A prática durante e após os tratamentos ao cancro pode trazer inúmeros benefícios, pois existe uma correspondência entre os efeitos negativos dos tratamentos e os efeitos benéficos do exercício físico. Um dos grandes e mais frequentes problemas é a fadiga física, esta pode ser combatida e controlada com programas de exercício físico prescritos pelo especialista em exercício físico em parceria com o seu médico oncologista. A prática regular e continuada de exercício físico trará benefícios à sua reabilitação pois: 

- O volume de sangue aumenta na sístole e no fim da diástole; 
- Os níveis de hemoglobina aumentam (mais oxigénio transportado); 
- Número e tamanho das mitocôndrias (produtoras de energia), aumenta; 
- Síntese de proteínas aumenta (mais músculo, força etc.); 
- Imunidade natural aumenta; 
- (outros) 

Todos estes factores, e outros, ajudam a recuperar e/ou a enfrentar os tratamentos muito mais facilmente o que trará benefícios directos e indirectos à sua condição patológica. 
Saliente-se ainda que psicologicamente o exercício tem um impacto muito significativo nos níveis de ansiedade, reduzindo também a importância de factores depressivos. 

Não se esqueça que todos os exercícios que possa fazer têm que ser vigiados, por um especialista em exercício e pelo médico oncologista, nomeadamente se está em fase de tratamento. Se está em tratamento torna-se particularmente essencial, pois os exercícios vão variar com a sua condição patológica, ciclo de tratamento, medicamentos, etc.

 

Faço tamoxifeno e zoladex. Neste momento poderá existir a possibilidade de ser deslocada para fora em serviço, no entanto, estou ‘presa ao hospital’ pois a cada 30 dias tenho de ir levantar os medicamentos e administrar o zoladex. Existe alguma forma que me permita avançar com esta proposta laboral e garantir os tratamentos?

Sim, o seu médico deve permitir levantar medicação suficiente para um maior período de tempo. Também existe zoladex em forma de implante de acção prolongada que poderá ser uma possibilidade. 

 

 

 
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