recaida

20100331-worried-woman-300x205Recaída é o retorno de um cancro da mama já tratado. O reaparecimento pode ser local ou regional. Por vezes é difícil distinguir entre uma recaída local e uma recaída regional. Se não sabe qual o tipo de recaída que tem, deve consultar o seu médico especialista ou o enfermeiro que a acompanha que poderá esclarecer esta dúvida.
  
Recaída Local
 
É um cancro de mama que regressa no mesmo local do cancro original. Por vezes isto pode acontecer mais do que uma vez. Ler o artigo completo (pdf)
 
Recaída Regional
 
Trata-se do cancro da mama que regressou após o tratamento e que se espalhou a áreas circundantes como por exemplo:
  • A pele por cima da zona da mama
  • Os músculos na parede do tórax
  • Os gânglios linfáticos por baixo dos braços (axilas), o esterno, entre as costelas, chamados gânglios mamários internos, ou os gânglios por cima ou por baixo da clavícula.
O que isto significa para si
 
É importante recordar que ter uma recaída de cancro da mama não é o mesmo do que ter um cancro da mama secundário (por vezes denominado metástase, fase IV ou avançado).
 
O cancro da mama secundário acontece quando as células cancerígenas se espalharam para outras partes do corpo como os pulmões, ossos, fígado ou cérebro.
 
Quando surge uma recaída de um cancro da mama local ou regional, o seu médico especialista irá reavaliar o seu cancro. Isto quer dizer que irá analisar o tamanho e localização do cancro, bem como saber se ele se espalhou para qualquer outra parte do corpo. Ele poderá recomendar exames para identificar se o cancro está nalguma outra parte do seu corpo. Pode incluir análises de sangue, exames aos ossos, raio-X ao tórax, ecografias, tomografias (TAC) ou ressonâncias magnéticas. A realização destes testes não significa que o seu médico ache que o seu cancro se espalhou. Trata-se apenas de ter todas as certezas para que lhe seja oferecido o tratamento mais adequado.
 
Recaída do cancro da mama e o seu prognóstico
 
A recaída de um cancro de mama pode ser tratado, contudo, o sucesso do tratamento dependerá de um conjunto de factores:
- O grau do seu cancro
- A fase do seu cancro
- O tamanho do seu cancro
- O facto de ser ou não sensível às hormonas
- O facto de ser ou não positivo à HER2
- Há quanto tempo teve o seu cancro da mama original
 
Se o reaparecimento do cancro da mama acontece no mesmo local do cancro original (recaída local), ou passou já muito tempo desde que o cancro inicial foi tratado, é muito provável que o reaparecimento possa ser tratado com sucesso.
 
Ainda não está claro se há relação entre o facto de ser uma recaída e as probabilidades de sucesso no tratamento. Alguns especialistas acham que a recaída de um cancro de mama não significa por si que esse cancro tenha mais probabilidades de se espalhar no futuro. Outros especialistas acreditam que a recaída aumenta as possibilidades de que o cancro se possa espalhar no futuro. Há actualmente estudos em curso que procuram dar resposta a estas dúvidas e identificar que situações têm maior risco.
 
Acredita-se que pessoas com recaídas de cancro da mama regional têm maior possibilidade que o cancro se espalhe a outras partes do corpo. Tratamentos como a quimioterapia e a terapia hormonal são normalmente oferecidos nestes casos porque têm um efeito sobre todo o corpo.
 
O que pode estar a sentir
 
Quando sabe que o seu cancro reapareceu pode sentir uma mistura de sentimentos. Pode sentir-me chocada, zangada ou assustada. Por vezes as pessoas sentem-se desiludidas com o tratamento que realizaram para o cancro inicial e podem sentir-se menos confiantes nos futuros tratamentos. Outras pessoas podem sentir-se mais fortes para enfrentar um novo tratamento porque já sabem o que podem esperar.
 
É importante que possa fazer todas as perguntas que necessite. O seu médico especialista será provavelmente a pessoas mais adequada porque terá as respostas para o seu caso concreto. O enfermeiro especializado também poderá ser uma boa fonte de informação e apoio.
 
Pode também querer entrar em contacto com outras pessoas que estão a passar pela mesma situação. 


Conteúdos cedidos pelo Breast Cancer Care

 
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